• ÁS VEZES ALEGRIA, OUTRAS VEZES TRISTEZA, MAS SEMPRE MULHER...
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Tantas Vezes...




Era dia de festa.  A casa estava animada. Muitos risos se sobrepunham às conversas
 tidas em voz alta.
Não sei qual era o motivo de tanta comemoração nem quem era aquela gente toda.
Reconhecia o lugar e parecia-me pequeno demais para conter tanta gente.
Alguns rostos foram surgindo, e reconheci aqueles que fazem parte de minha vida.
Toda a gente estava feliz e acho que eu também sorria e mesmo sem saber a razão,
sentia-me bem...
Estavas encostado à porta que dava para o quarto onde já estava muita gente a fazer
não sei bem o quê e também sorrias.
A tua presença imponente parecia encher o espaço.
No teu olhar brilhava um sorriso, talvez por  sentires tanta alegria a tua volta.
Não sei como apareceste ali nem sequer porque te teriam convidado,se é que o fizeram!
Tinha as minhas duvidas...
Foste conversando, com as pessoas à tua volta e tive a sensação que pertencias aquele  mundo.
Aproximei-me de ti e envolveste-me num abraço forte,daqueles que damos quando nos
despedimos ou quando a saudade é tão grande que temos medo de ver partir outra
 vez a pessoa que amamos...
 Parecias um actor de cinema ,não te imaginava tão charmoso.
Os teus olhos tinham a mesma doçura que sempre encontrei nas tuas palavras.
Não dissemos nada,como poderiamos dizer seja o que for, se sempre foi no silencio
que partilhamos os maiores segredos.
Sempre te imaginei com as cores suaves de uma Primavera,mas parece que
até aqui, as tuas cores predominam.
A musica toca baixinho, enche a sala de melodia e enquanto deixa cair palavras de um
 poema cantado, o pensamento dança ao ritmo da canção...
Tudo fica quieto, o coração segue descompassado, os passos de uma dança que as
 emoções teimam em inventar.
Tantas vezes, pintei uma tela onde todos os sentidos se conjugavam num só.
E tantas vezes fugi,  para não sentir a dor ,de ver o dia nascer e perder-te
nos raios de sol,que inevitavelmente viriam buscar-te à minha ilusão, dessa noite perfeita!
Quantas vezes te ouvi, no silencio que se fazia, o som da tua voz calada nos meus ouvidos
murmurando ,palavras de amor mas que em cada suspiro, fazia estremecer todo o
meu ser num grito abafado de tanto te querer.
E sentia-me embalada pelos lábios húmidos que beijavam os meus com pressa de provar.
Quantas vezes, depois de a noite silenciar o dia, vinhas vestido de escuridão e ocupavas todo
 o espaço à minha volta, deixando-me despida ao teu olhar, com a alma aberta aos teus sentidos
o corpo ao teu desejo, o coração ao teu carinho….
  Deixa-me tocar de leve os teus lábios,porque hoje sinto falta do sabor dessa suave emoção
que sempre prendeu o meu  coração, falta do toque delicado das sensações que fazem estremecer
o meu peito na doce saudade que é imaginar...
O doce beijo que é o teu!
Visto-me de preto, deixando a minha pele corada, nas horas em que te inventava nas minhas emoções.
Solto as amarras do desejo e, como barco seguindo o curso de um rio onde o sangue vai fervendo numa explosão de sentidos,navego pelas margens do corpo.
 Invento-te num sonho só meu e sem pudor, desvendo-te os segredos que a
minha alma ainda encerra…
Mostro-te sem rodeios os desejos sentidos, expostos nos arrepios que só o teu olhar consegue provocar.
Seguindo sem medo, as estradas traçadas na pele para te levar ao mais infinito sentido de prazer…
Dispo-me das incertezas para abraçar a cor da paixão que me envolve o corpo com o seu manto
quente, feito de vontades urgentes.
E em gestos inquietos, guio-te nesse fogo que me queima por dentro.
Revelo-te na minha nudez, o desejo da entrega que me assalta como uma tempestade e num último
esgar de lucidez, diante desta loucura , fecho os olhos...
Senti-te junto aos meus pés,deixaste me inquieta mas recusei abri-los e com
o desejo a percorrer o meu corpo,não te deixei parar.
 Foste subindo devagarinho como quem tem medo de ver o caminho interrompido.
Subindo pelas minhas pernas, acariciando-as muito devagarinho conforme te ias aproximando, foste aconchegar-te bem no meio das minhas coxas.
Eu sei o quanto tu gostas de permanecer por aí e por isso fiquei quieta, gemi baixinho enquanto
te perdias nos de-ta-lhes...
Num segundo,sobes em mim e a tua língua brinca com a minha ,num bailado de desejo e paixão
Olho-te nos olhos e digo...quero te sentir e  possuir-te,como uma louca apaixonada.
 Quero passear as minhas mãos,em toda a extensão do teu corpo
 Quero te olhar,  beijar,  morder,amar  e gozar da forma mais,intensa que o meu ser permitir.
 Quero beijar e matar a minha sede,quero lamber cada centímetro do teu corpo
 Quero te enlouquecer e selar esta noite,ingerindo a essência dos nossos desejos...
Tantas vezes, foste apenas meu...


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Beco Intrigante



Acordei num lugar escuro e silencioso
Tentei lembrar como fui ali parar
Não tinha a mínima ideia
Era um beco escuro e sem vida
Comecei a ficar preocupada e tentei sair dali
Foi quando começou a chover.
Em questão de instantes fiquei encharcada.
Olhei para o céu ... foi quando ouvi um trovão e em seguida um raio
apagou a única lâmpada que existia no poste em frente a mim.
As palavras fugiram da minha boca e senti-me mais sozinha.
A chuva caía cada vez com mais intensidade
Ao fundo da rua estreita escuto ruídos intrigantes
Parece que me perseguem a cada segundo
Olho para os lados e vejo sombras
O meu espanto
O meu medo
A minha vontade de encontrar alguém , era tanta que corri.
No desencontro das luzes, na embriaguez da multidão inexistente
Estou correndo enquanto as sombras me perseguem, sinto-me
cada vez mais perto de chegar a lugar nenhum.
Não tenho mais forças ,  deitei-me no solo caída
Mergulhei na minha essência para descansar,do medo que me
prendia as pernas.
Pensei que faço eu aqui exposta ao luar .
Neste beco vazio choro a soluçar.
Sem rima , nem verso tento perceber porque estou neste
beco escuro da vida.
Sinto que é o ultimo ato deste palco da alma
Mais uma trovoada no céu...
Ouvi uma voz , havia alguém atrás de mim!
Não fiquei mais sossegada pelo contrario , as minhas pernas não se
moveram !
Apenas o meu cabelo lançado ao vento junto com o meu coração
acelerado faziam algum movimento.
Olhei para trás , vejo uma silhueta bem delineada com um chapéu de chuva.
Sinto os passos cada vez mais perto.
O vulto aproximou-se , trazia um perfume sem igual
Penetrou os olhos no meu peito ...
Foi quando me apercebi que as gotas de orvalho escorriam pelos meus seios
desenhados pela roupa molhada.
Senti o cada vez mais perto , quase a tocar-me
Os meus lábios sedentos quase tocam os dele em delírio
Aproximou se sem falar , as mãos entraram no meu cabelo molhado
Encostou me à parede fria e senti aquelas mãos macias, agarrarem-me
com desejo, a respiração era ofegante, a boca colada à minha
desfrutando beijos intensos
Numa busca incessante , o meu corpo estremece e entrelaça-se
no dele, deixando os nossos corpos unidos numa sensualidade
enlouquecida.
Virou-me de costas ,encostou-se a mim, afastou o meu cabelo e beijou me
o pescoço , senti-o...
Fechei os olhos e sorri, senti-me  cheia de sensualidade naquele cenário
invulgar.
Não resisti ,virei-me!
 Fitei-o nos olhos  sem nunca falar...
Beijei o no pescoço, mas desta vez com língua , sentindo a pele
dele arrepiar a cada toque .
Ele desabotoou botão a botão da minha blusa e sem nunca desviar
 o olhar, beijou me o peito e fez me delirar!
Estava "louco" aquele olhar intenso parecia dizer-me
"Quero-te toda , aqui e agora"
Pensei: "Sim , incondicionalmente quero-te"
Aquele coração encostado ao meu batia descompassada mente
Os nossos corpos uniram-se num só ...
Foi então que escutei a trovoada mais alta da noite.
Naquele beco intrigante , ficaram segredos que serão lembrados
em cada anoitecer...
Somos iguais , mesmo no silêncio das nossas diferenças...


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